EUA com temperaturas inferiores às da Antártida


Enquanto o presidente norte-americano continua a jurar que as alterações climáticas não passam de um mito urbano (ou a fazer uma confusão ainda pior — mas já lá chegamos), a maior parte dos EUA vive dias complicados devido a um inverno extremo, como não há registos. Várias cidades, sobretudo do Midwest e da Costa Leste, estão a passar por uma vaga de frio onde as temperaturas são próximas — ou podem até ser mais baixas— do que as da Antártica. Quase 75% do território vai ter temperaturas negativas nos próximos dias.

Chicago, a maior cidade do Illinois e uma das mais populosas dos EUA, é das mais afetadas por esta vaga de frio siberiana, a que as autoridades chamam de “vórtice polar”.

Nas redes sociais, precisamente por causa deste frio que só se costuma encontrar em locais como a Sibéria, os norte-americanos até já arranjaram uma hashtag para as fotos surreais que registam os resultados, como os lagos gelados e os blocos de gelo nas ruas: #Chiberia, um híbrido entre Chicago e a gelada região russa.

Grande parte do Rio Chicago congelou, enquanto a cidade dos EUA experimenta baixas temperaturas históricas. As previsões dizem que os valores podem baixar aos -30 graus Celsius. Mas devido aos ventos frios, estes valores aproximam-se mais, em termos de sensação térmica, dos -48 graus.

Caso a previsão se materialize, será a menor temperatura da cidade americana desde que as autoridades começaram a medir e manter registos.

Em Minneapolis, no Minnesota, os termómetros vão descer ainda mais, até aos -34º C. E a sensação térmica pode ser ainda pior, já que a previsão aponta para ventos gelados que podem chegar aos -54 º.

É uma situação séria, com os meteorologistas e autoridades a pedirem aos cidadãos para se manterem em casa. Há voos cancelados, serviços parados e nem os correios e jornais são entregues. Os especialistas dizem que, com este tempo, bastam cinco minutos expostos ao ar livre para fazer uma queimadura de pele e a vida pode facilmente ser ameaçada pelo esforço em suportar o frio.

Nas cidades mais afetadas há diversas iniciativas de apoio e proteção aos sem abrigo. Em Chicago, por exemplo, as autoridades usam autocarros públicos aquecidos para os receber enquanto andam pela cidade a descongelar os canos. As bibliotecas também estão abertas. Wisconsin e Minnesota declararam estado de emergência, com a guarda civil pronta para intervir.

O problema é generalizado a todo o território: segundo o serviço climático nacional americano, 75% da população nos EUA será submetida a temperaturas abaixo de zero até domingo, 3 de fevereiro. Só algumas partes da Florida, do Texas, da costa pacífica e do sudoeste americano verão os termómetros positivos.

São mais de 212 milhões de pessoas afetadas, o que levou o presidente Donald Trump, na segunda-feira, a intervir oficialmente no Twitter. 

Na noite de segunda-feira, o presidente twittou : “No belo Midwest, as temperaturas do vento estão a chegar aos menos 60 graus, o maior frio já registado. Nos próximos dias, as pessoas não podem sair de casa nem por minutos. O que diabo está a acontecer com o Aquecimento Global? Por favor, volta rápido, precisamos de ti!”

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