ASMAA endividada devido a processos judicias contra exploração petrolífera da Galp/ENI na costa portuguesa


A ASMAA, Algarve Surf and Marine Activities Association, luta desde 2014 contra a exploração petrolífera da Galp/ENI na costa portuguesa. O Governo deu luz verde para que as petrolíferas pudessem efectuar testes e extrair petróleo e gás natural ao longo da costa portuguesa.

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é já o mais ameaçado do país, devido à exploração agrícola intensa e extensiva, que nos últimos anos tem aumentado os seus terrenos em pleno parque protegido. A empresa responsável por isto é a Vitacress, a maior empresa de saladas do mundo.

Se a exploração petrolífera for a avante, como vários furos para serem feitos desde a costa de Sagres à costa de Sines, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, poderá estar mesmo em “vias de extinção”. Apesar do descontentamento da população dos concelhos abrangidos pelo parque nacional, o Governo não mostra sinais de preocupação.

A ASMAA acusa o Governo e a Galp/ENI de estarem a tentar destruir a economia, os recursos naturais, a saúde pública, as atividades ao ar livre e a natureza (parque natural). No próximo dia 11 de fevereiro terão uma audiência no tribunal de Loulé.

“Estamos já a preparar-nos para o nosso primeiro dia no tribunal de Loulé, porque fomos notificados pelo tribunal que uma audiência prévia está agendada para dia 11/02/2019, às 14:00 horas., disse a ASMAA em comunicado.

O problema da associação ambientalista são os fundos financeiros que se têm esgotado facilmente devido a todos os processos jurídicos e campanhas publicitárias para tentar alertar as populações do que poderá estar para chegar à costa sul do país.

“Isso significa que a nossa equipe terá que investir mais uma vez, muitas horas e trabalho na preparação para esta audiência no tribunal. Mas com esta acção, também quer dizer que a ASMAA vai incurrer custos adicionais no nosso processo jurídico.”, acrescentou a ASMAA em comunicado.

O problema para que uma associação ambientalista esteja com problemas financeiros é muito simples. Uma organização ambientalista que tenta travar uma multinacional de fazer aquilo que é o seu negócio. É muito fácil uma grande multinacional conseguir chegar onde quer, devido ao conhecimento das leis, dos interesses nacionais e internacionais, do investimento milionário, da influência política e empresarial, entre muitas outras.

“(…) a ASMAA tem de pedir donativos financeiros regularmente, mas a realidade é que estamos a enfrentar inimigos muito poderosos e com enormes recursos financeiros. Num lado estamos nós (a ASMAA) com bolsos quase vazios, a enfrentar um outro lado constituido pelo governo e as petroliferas com recursos incalculáveis. Não é uma situação fácil de gerir, mas vamos conseguindo com a vossa ajuda.“, acrescenta a organização ambientalista.

Contudo a associação ambientalista não vai parar de lutar contra aquilo que considera ser um crime ambientalista e um atentado à economia do sul do país, que sobrevive maioritariamente do turismo.

“Está mais que claro, que eles estão-se nas tintas para a vontade da população, das autarquias, das associações. Mas impedir que a vontade deles se concretize, faz parte da nossa consciência, e do nosso dever moral e civico.“, lamenta a associação.

O problema financeiro não é bom, e a ASMAA apela para que as populações dos concelhos abrangidos doem qualquer valor para ajudar nesta batalha judicial.

“Mas a realidade outra vez, é que os nossos fundos estão novamente esgotados. Entrámos em 2019 com uma dívida de cerca de 6.000 € – custos que já foram incurridos nesta campanha até o dia 30 de dezembro 2018, mas que ainda não conseguimos pagar tudo porque os fundos angariados não foram suficientes para cobrir custos. Neste momento temos que pagar até o dia 11 Janeiro o valor de 3484,68€. ( mas só temos 78€ desponiveis). O que resulta num grande aumento nas nossas obrigações financeiras nas próximas semanas e num grande stress outra vez.“, informou a ASMAA da sua dívida em comunicado

A associação está no fundo feliz por ter conseguido impedir os furos ao longo da Costa Vicentina e Alentejana nos últimos 5 anos.

2018 foi um ano muito dificil para nós, e 2019 não parece que vai ser mais fácil. Mas uma coisa é certa; conseguimos prevenir furos em terra e no mar durante mais um ano. Já são 5 anos sem haver furos.“, diz a associação.

Certo é que a batalha judicial da ASMAA vai continuar contra a Galp/ENI, a não ser que o Governo pare a concessão às petrolíferas ao mar português ou a justiça decida por fim entregar o oceano às multinacionais. Tudo está em cima da mesa, mas o desfecho parece não vir a ser o melhor para a costa portuguesa.

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